A vocação é um Dom de Deus. Deus dá para quem ele quer a vocação. Não é nossa competência dar vocações para pos outros. Vocação não se distribui. Quando falamos em vocação, estamos falando do chamado que Deus faz para cada pessoa. Quando dizemos que cada um de nós tem um caminho, um plano que vem de Deus para ser realizado, estamos falando de vocação. Trata-se de um chamado de Deus que tem como finalidade a realização plena da pessoa humana. Toda pessoa é vocacionada, é eleita por Deus. Deus elege por causa de algumas pessoas da comunidade e esta eleição se manifesta no nosso dia a dia. É um gesto gracioso de Deus que visa à plena humanização do ser humano. É dom, é graça, é eleição cuidadosa, visando à construção do Reino de Deus. É um chamado para fazer algo, para cumprir uma missão. Vemos na mensagem do Evangelho um convite contínuo para seguir Jesus: vem e segue-me (Mt 9,9; Mc 8,34; Lc 18,22; Jo 8, 12). Isso diz respeito ao seguimento da prática de Jesus. É uma iniciativa gratuita, uma proposta que parte de Deus e impulsiona o interior de cada pessoa para que livre e conscientemente responda ao plano de amor de Deus.

O chamado de Deus, cujo chamamos de vocação, se distingue entre vocação fundamental e vocação específica. A Vocação Fundamental diz respeito ao nosso grande primeiro chamado que é a vida gerada no seio de uma determinada família, seguindo com o chamado para sermos cristãos e viver a santidade pelo sinal de Deus que recebemos no batismo. A Vocação Específica é a maneira própria de cada pessoa realizar a sua Vocação Fundamental, como leigo, religioso ou sacerdote. Enfim, Deus chama a cada pessoa, chama pessoalmente e chama para desempenhar um papel concreto dentro da comunidade, de acordo com os seus dons – carismas. O ministério dentro da nossa Comunidade Cristã é a estruturação de um carisma: sacerdócio, catequese, liturgia, ministro da eucaristia, animador dos jovens, etc. A um o espírito dá o dom da sabedoria, a outro o da ciência, a outro o da fé, o dom das curas, das profecias, do discernimento... (1Cor 12,8 ss.). O Chamado de Deus sempre surge dentro da Comunidade, em função da Comunidade, e exige uma resposta concreta, generosa e heróica de todo cristão. Esse Chamado não é para o egoísmo, para o fechamento, mas para a abertura, para a doação, para servir a comunidade, sempre em uma atitude orante, pois a oração é a primeira condição para a descoberta do Chamado de Deus.

 

Etapas da formação

 

O Instituto Franciscano Pobres Discípulos da Cruz, deve promover uma pastoral vocacional nas paróquias, comunidades, escolas, famílias, com o objetivo de despertar a juventude e levar os candidatos a descobrirem a sua vocação especifica, como também educá-los para a vida. O Instituto deve formar membros especializados para este trabalho.

O direito de admitir candidatos para o noviciado compete ao superior maior (Cân 641), depois de consultar os promotores vocacionais. O ministro, com atencioso cuidado admita somente aqueles candidatos que, alem de idade requerida, tenham saúde comprovada por exames físicos psicológicos, índole adequada, maturidade e suficientes qualidades para abraçar a vida do próprio Instituto (Cân 642).

O Aspirantado seis meses com um acompanhamento sistemático dos formadores.

O Postulantado em locais separados do noviciado, com duração de seis meses e será acompanhado por um formador morando com eles.

O Noviciado canônico de um ano destina-se a que os noviços conheçam melhor a sua vocação divina e próprio do Instituto, e sua própria capacidade e idoneidade. Façam uma experiência prolongada do modo de viver do Instituto, conformem a sua mente e o seu coração com espírito do Instituto, para comprovar a sua vocação nele. (Cân 646). 

Os noviços sejam preparados para celebrar o culto divino na liturgia e na recitação da liturgia das horas. Aprendam a levar em Cristo uma vida consagrada a Deus e aos homens mediante a prática dos conselhos evangélicos. Seja imbuído de amor a Igreja e os seus pastores (Can 652-2).

O mestre de noviços, seja membro do Instituto, tenha professado os votos perpétuos, e seja designado pelo superior geral, ou provincial caso haja outro noviciado em outra província.

O mestre de noviços seja um religioso experimentado, maduro afetivamente e psicologicamente, capaz de acompanhar pessoalmente cada noviço, reconhecer o seu gênio e as suas intenções. Avaliar a autenticidade de sua vocação e orientá-lo, para adquiri uma solida formação religiosa e espiritual.

Durante o noviciado, o noviço pode livremente abandonar o Instituto. O superior geral ou provincial pode admiti-lo a profissão temporária renovável por três vezes consecutivas.

Decorridos os três anos, o religioso que pedir espontaneamente e for julgado idôneo, será admitida a profissão temporária por mais de três anos, ou a profissão perpetua, caso contrario, se retire (Cân 657- 1).

Depois da primeira profissão, a formação devera ser continuada, a fim de que os professos vivam mais intensamente a vocação no Instituto Franciscano Pobres Discípulos da Cruz, e cumpram adequadamente a sua própria vocação.

A formação seja sistemática, adaptada a capacidade dos Frades, espiritual, apostólica e doutrinal e, mesmo tempo pratico, com a obtenção de títulos correspondentes eclesiásticos (Filosofia e Teologia) tanto para os Frades que sentem o chamado para o ministério ordenado bem como para os que desejam seguir como os Frades consagrados.

Os estudos civis, deve ser acordo com a oportunidade e necessidade do Instituto segundo o direito canônico (Cân 660- 661).